Diabetes – Prevenção é a palavra de ordem

Algo importante a saber quando se fala de diabetes é que apenas um dos tipos está relacionada diretamente com o estilo de vida, a Diabetes tipo II. E é nesta que este artigo se focará.

Diabetes e alimentação

É comum ouvirmos a palavra “doença multifatorial” associada à diabetes. Isto porque é impossível apontar o dedo a apenas um aspeto do nosso estilo de vida. No entanto há um que se destaca de longe dos restantes, a alimentação. Nomeadamente a ingestão exagerada de hidratos de carbono. Portanto a redução (ou normalização) da ingestão de hidratos de carbono será fundamental para controlar este risco. Principalmente nas situações onde habitualmente tendemos para mais alimentos processados (isto é, a meio da manhã e a meio da tarde). Arranjar alternativas práticas, saciantes e baixas em hidratos de carbono serão estratégia bem-vindas.

Crómio

Tendo já falado de macronutrientes, neste caso dos hidratos de carbono, é preciso não esquecer os nutrientes que precisamos em pequenas quantidades, os micronutrientes.

Alguns deles são fundamentais para o correcto funcionamento dos hidratos de carbono, como é o caso do crómio que contribui para níveis normais de glucose no sangue. Esta acção nos níveis de glucose deve-se principalmente à acção do crómio em promover a acção da insulina.

Estudos feitos tanto a nível bioquímico como populacional mostram que níveis normais de crómio podem ser uma mais valia, o que valida também a sua suplementação para prevenção.

Como pode a nutrição funcional ajudar?

Muitas vezes o termo “nutrição funcional” é mandado para o ar sem uma compreensão bem assente do que ela significa. A nutrição funcional trata de como os alimentos nos podem afetar (positiva ou negativamente) para lá do seu conteúdo em nutrientes. Ou seja, os compostos bioactivos dos alimentos.

No tema deste artigo há um alimento funcional que é incontornável, a canela.

Visto ter tantos compostos bioactivos é difícil isolar os seus benefícios a apenas um (apesar dos principais parecerem ser derivados do cinamaldeído). Os seus benefícios são a vários níveis tanto que alguns investigadores consideram esta especiaria como indicada para a prevenção e até complementar no tratamento da diabetes e outras desordens metabólicas.

No caso da canela é importante também dizer que a canela comum (Cinnamomum cassia) tem níveis mais elevados de um composto (a coumarina) que pode apresentar alguma toxicidade. Já a canela do Ceilão (Cinnamomum zeylanicum) não apresenta este problema.

Rafael Carlos
Nutricionista
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